2018-5 Juventude

Por que as moças querem esperar até o casamento?

Abr 15, 2019 Jan Bilewicz

Olá! Como vocês perceberam, hoje em dia é muito popular a realização de pesquisas. Em toda parte há um grande número delas. Pergunta-se às pessoas o que pensam sobre um determinado tema, se concordam ou não com alguma opinião, afirmação, ação de alguém, etc. Vocês mesmas talvez tenham participado de tais pesquisas. Também eu decidi realizar a minha, e hoje gostaria de compartilhar com vocês os seus resultados.

Realizei esta pesquisa entre meus amigos − moças e rapazes com idades entre 15 e 23 anos de idade. A pergunta era uma só, e tinha o seguinte teor: “Por que você quer preservar a castidade antes do casamento?” Assim formulei a pergunta, visto que ela devia ser feita a um grupo de pessoas para as quais a questão de preservar a castidade pré-matrimonial é evidente. Uma elite! Na vida − como vocês sabem por experiência própria − as coisas nem sempre andam tão bem… As respostas que recebi continham alguns dos argumentos conhecidos de todos a favor da castidade pré-matrimonial, mas houve ali também um bom número de pensamentos originais. Nesta carta apresentarei os pronunciamentos das moças (com um breve comentário meu), e numa das seguintes − os dos rapazes.

Decidi esperar, visto que o mais belo presente para o cônjuge é um coração e um corpo virgem

Sábias palavras! Santa Teresa de Calcutá certa vez disse aos jovens: “O maior presente − muito maior que o dinheiro, que o dote − que vocês podem oferecer no dia do casamento é um coração puro e um corpo virgem”.

Primeiro a entrega mútua para sempre no juramento matrimonial: “Aceito você como meu marido e lhe prometo o amor, a fidelidade, a honestidade matrimonial, e que não abandonarei você até à morte”, e somente depois a expressão disso pelo relacionamento sexual − a entrega de si e a aceitação da doação de si pelo cônjuge.

Certo jovem escreveu: “Se eu tivesse um anel de diamante − digamos uma herança familiar, muito valiosa − não o daria a alguma moça após somente três meses de conhecimento. Eu o daria à minha esposa como presente de casamento. Faz sentido? Tantas moças se entregam aos rapazes após três meses de conhecimento, em vez de se entregarem ao marido no dia do casamento. Elas não se dão o devido valor!” É isso − elas não se dão o devido valor.

Os homens apreciam as virgens, especialmente como candidatas a esposa. As moças de vida fácil, eles utilizam, e depois abandonam

É verdade, os homens apreciam as virgens. Todo homem gostaria de desposar uma virgem. Nenhum deles gostaria de ser mais um na vida de sua esposa. Porque, se antes ela brincou de marido e mulher com outro (ou outros), este casamento talvez seja também para ela apenas uma brincadeira? Se a gente é um dentre vários, talvez não seja o último? Se ela “se enganou” em seu amor algumas vezes, talvez agora também esteja cometendo um engano? Se até agora tratou o sexo com leviandade, certamente trairá se surgir uma oportunidade. Pode-se ter tais receios?

Pedro, de 20 anos de idade, afirma: “Eu gostaria de um dia poder olhar nos olhos de meus filhos e falar tudo sinceramente sobre a mãe deles e sobre mim, o pai deles. Eu gostaria de lhes dizer que, na juventude, a mãe deles foi honesta, modesta, trabalhadora, religiosa, que amava sua família e praticava muitas boas ações. Eu mesmo procuro viver da melhor forma possível, para ter o que contar aos meus filhos. Com certeza não me casarei com uma moça que a cada dois meses namora um rapaz diferente, frequenta festinhas suspeitas e não se sabe o que faz ali. Tenho dificuldade de imaginar uma conversa assim: ‘Queridos filhos, quando a mãe de vocês era jovem, ela se apaixonava com bastante frequência e depois, na cama, dava provas desse amor aos seus amantes’”…

Mantenho a castidade porque não quero ter um filho sendo uma moça de 17 anos de idade

Essa moça sabe que ainda não está madura para o matrimônio. Agora tem outras tarefas a cumprir. A responsabilidade pelo seu futuro e pelos filhos a leva a manter a castidade − o único meio cem por cento seguro para atingir esse objetivo.

As estatísticas demonstram que atualmente cerca de 40 por conto das crianças são concebidas antes que seus pais contraiam matrimônio. Isso significa que mais ou menos esse número de casais se casam porque “o filho está a caminho” − isto é, não depois de uma boa reflexão e uma decisão racional a respeito – se essa é justamente a pessoa com a qual quero passar a vida comum e fundar uma família – mas antes disso. Quantos deles resultarão em casamentos bem-sucedidos? Receio que para muitos a vida toda será de arrependimento por um momento de loucura. E o pior é que também os filhos vão sofrer por esse momento de loucura de seus pais…

Naturalmente, nenhum desses casais deseja a gravidez. Pensam que “vão tomar cuidado”, que se permitirão apenas um pouco. Alguns até se utilizam de meios anticoncepcionais. Mas todo meio anticoncepcional é, em maior ou menor grau, falho.

“O maior presente − muito maior que o dinheiro, que o dote − que vocês podem oferecer no dia do casamento é um coração puro e um corpo virgem” (Santa Teresa de Calcutá)

As moças sérias se dão conta de que são mães potenciais. (Contrariamente a muitos dos seus parceiros, que parecem pensar que se pode brincar de marido e mulher impunemente, porque os filhos são trazidos pelas cegonhas…) É por isso que o seu relacionamento pré-matrimonial vem acompanhado de risco. O tempo para a maternidade não é apropriado − elas sabem disso. Elas têm medo da gravidez, o que também é bastante significativo.

As primeiras experiências sexuais − afirmam os psicólogos − são muito importantes, visto que as emoções que as acompanham são “inseridas” permanentemente na psique… As relações pré-matrimoniais são, portanto, um meio eficaz de adquirir aversão ao sexo no casamento.

“A virgindade, é atraente, fascina. No entanto, é triste quando a moça emana depravação. Isso é também algo que se vê” (Mateus, I.22)

São também uma forma de adquirir aversão ao casamento. Se alguém, por muito tempo, considerou um filho como uma tragédia indesejada, será capaz de perceber depois que ele é o “bem supremo dos cônjuges”? E, na realidade, é isso que ele é. Tantos jovens casais, sem uma causa objetivamente importante, têm um medo terrível de conceber um filho! Por quê? As relações pré-matrimoniais não serão uma das causas disso?

A preservação da castidade até o casamento é o melhor filtro para sujeitos irresponsáveis. Se ama, saberá esperar. Se não quer esperar, não ama, mas está pensando apenas no sexo

Nada a acrescentar. “O amor é paciente” (1Cor 13,4) − é capaz de esperar. Se o rapaz ama, respeitará a decisão da moça, porque está preocupado com ela, não com sexo. Se está preocupado com o sexo, não com a moça, ele se afastará para procurar uma outra, mais fácil. Isso é lógico. E é melhor que seja assim. Que ele se afaste. É melhor isso do que sofrer com um egoísta. Às vezes pela vida inteira.

A sexualidade é uma área muito importante e bela para se brincar com ela

Uma jovem casada descreve desta forma a sua noite de núpcias: “Quando eu me preparava para o acontecimento mais romântico da minha vida, descobri de repente que tudo isso já havia passado. Nada de excepcional estava à minha espera. E o pior é que me fazia lembrar aqueles homens aos quais um dia me entreguei… Depois − embora eu não quisesse isso − nos momentos mais íntimos me vinham à cabeça as comparações de meu marido com aqueles homens. No final, comecei a refletir como eu mesma havia me saído diante das outras mulheres dele. O sexo matrimonial transformou algo excepcional numa coisa banal e rasa. A convivência matrimonial, em vez de nos unir profundamente, mostrou ser uma parte cinzenta da nossa vida!

Antes que alguém comece a se envolver em algum tipo de intimidades pré-matrimoniais, deve igualmente levar em conta o fato de que isso terá uma influência negativa em toda a sua vida de casado. Nenhum método contraceptivo – preste atenção − garante contra isso.

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