2018-5 Testemunhos

O amor não se confunde com sensações

Abr 12, 2019 Testemunho

Hoje posso dizer que naquela época cada dia para mim era um inferno, um vazio, no qual minha alma vivia. Nunca mais desejo me sentir como me senti então.

A minha submissão ao pecado da masturbação iniciouse na escola fundamental. Eu tinha então 13 anos e faltava- me a consciência de que estava ingressando no caminho do mal. Eu não sabia então que estava cometendo um pecado e não sentia peso de consciência. Também não tinha junto a mim ninguém que me conscientizasse. Eu ia à igreja, confessava- me, mas, omitindo esse pecado, recebia sacrilegamente o Santíssimo Sacramento.

Naquele tempo começaram os meus problemas nos contatos com as moças. A minha imagem de mulher, distorcida pelos jornais e pelos filmes, dominava a minha vida cotidiana. Quando olhava para uma moça atraente, eu a despia com os olhos, imaginava-me fazendo sexo com ela. Não sabia como me comportar com uma moça como um amigo, um colega. Não me envolvia em tais relacionamentos. Para a satisfação dos meus desejos, eram-me suficientes as revistas ou os filmes pornográficos. Apenas a atração pelo corpo da mulher importava para mim. Naquela época, eu era extremamente limitado e pobre espiritualmente.

Esse estado trágico da minha alma durou ainda alguns anos, mas naquele tempo Deus me demonstrou a Sua graça. Durante um retiro na minha paróquia fiquei sabendo que a masturbação é um pecado; aos poucos comecei a me conscientizar de que aquilo que estava fazendo era mau. Eu sentia peso de consciência, mas tentava aplaca-los com o pensamento de que afinal não estava causando prejuízo a ninguém, de modo que a minha situação ainda não era tão ruim. Eu me confessava com frequência cada vez menor, já que tinha vergonha de confessar esse pecado; após a confissão não me empenhava em cessar a masturbação. Aos poucos comecei a me conscientizar de que era dependente − de que era um viciado que não tinha forças e que era incapaz de afastar-me da masturbação. Então começou a minha lenta luta contra o vício; luta na qual a oração me ajudava. Não foi fácil − eu compararia isso a uma gota de água escavando uma rocha. Após cada queda eu me sentia aviltado, maltratado e humilhado… Eu me ajoelhava e rezava pedindo para não cair mais, e novamente caía − no dia seguinte, dois dias depois, uma semana depois…

Às vezes pensava que essa minha luta desesperada contra o pecado jamais terminaria. Em tais momentos eu era envolvido por desânimo e desespero. Foi justamente então que um amigo me apresentou a Amai- Vos!, na qual li sobre muitas pessoas como eu, aprisionadas e dominadas pelo mal. Isso me deu alento e esperança − a partir de então, após cada queda procurava me confessar. Apesar das contínuas quedas, eu sabia que Deus me apoiava. E, embora tivesse a consciência de ser um miserável pecador, não me desesperava. Tinha esperança.

Alguém poderia pensar que o pior já havia passado. Nada mais enganoso. O demônio não abandona tão facilmente a alma, mas utiliza-se de todas as oportunidades para novamente a dominar. É muito fácil desorientar- se, enganar a consciência, convencer-se do amor, guiar a própria vida e a vida dos outros segundo o egocêntrico eu. Era justamente o que acontecia comigo…

Na época, eu tinha 26 anos de idade, e ela 29. Ela era casada, tinha um filho de três anos. Eu sentia desejo por ela. Gostava do seu corpo, a história da sua vida me deixou comovido, quando me falava do seu casamento fracassado. Eu queria lhe “ajudar”, mas essa ajuda se transformou em sensualidade e desejo. Eu ficavca impressionado pelo fato que uma mulher tão atraente estivesse interessada por mim. Não pensei que, assim como eu, ela estava desnorteada e buscava um apoio, que eu não podia lhe dar. Eu a seduzi e rapidamente começamos a nos relacionar. Começamos a nos encontrar secretamente, e em praticamente todos os encontros nós tínhamos relações sexuais. Eu estava apaixonado. Os dias eram para mim uma espera até o encontro com ela. Isso durou alguns meses. Seu marido finalmente começou a suspeitar de algo, de modo que os nossos encontros se tornaram cada vez mais raros. Eu sofria com a separação. Além disso, a minha consciência também me atormentava.

Ia confessar-me, mas não era capaz de aceitar a instrução do sacerdote, que me ordenava que rompesse esse relacionamento. Ele me recomendava que eu me colocasse no lugar do marido traído pela esposa, no lugar da criança cuja família estava sendo destruída. Afinal, a qualquer hora o nosso romance podia ser descoberto − minha amante podia engravidar. Prefiro não pensar no que então aconteceria… Mas eu não pensava nisso, achando que encontraria uma saída em qualquer situação. Queria tanto estar com minha amante que quase sentia uma dor física quando esperava pelo encontro com ela…

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