2018-5 Testemunhos

Nunca lute sozinha!

Abr 12, 2019 Testemunho

Já não acredito que alguém que não vive na castidade possa ser feliz! Lembro-me muito bem de como, antes da minha conversão, eu já era quase levada pelo desespero.

A minha família, vista de fora pelos outros, com certeza pode ser definida como boa. Pode-se dizer que nem a mim nem a meus irmãos mais jovens alguma vez tenha faltado alguma coisa. Recebemos uma boa educação católica, e a eventual ausência dos pais era recompensada por viagens ao exterior. Sim, as outras crianças tinham o que nos invejar…

Mas isso é uma prova de que dinheiro não traz felicidade, porque, apesar de tudo, em nossa casa eu sempre sentia a falta de alguma coisa. Faltavam-me, sobretudo, pais aos quais pudesse recorrer quando tivesse qualquer problema; pais que fossem capazes de aconchegar, assegurar o seu amor, consolar nas tristezas infantis… Embora meus pais sempre cuidassem de mim, eu tinha a impressão de que eles faziam isso somente por obrigação. Sempre me faltaram a sensação de segurança e o afeto familiar. Hoje já não me queixo deles por causa disso; procuro compreender que minha mãe tinha que cuidar da casa inteira e de meus irmãos mais novos, que ainda eram pequenos demais para cuidarem de si próprios. Nessa avalanche de tarefas já lhe faltava energia para a filha mais velha, que teve que aprender sozinha a dar conta dos seus problemas…

E assim, ano após ano, eu me tornava adulta, e juntamente comigo cresciam os diversos complexos e temores, a timidez e a sensação de inferioridade e, sobretudo, a enorme sensação de não ser amada. Eu tinha de alguma forma que dar conta de tantas emoções negativas e por isso desde pequena dominei a arte de me transportar para o meu próprio mundo, por mim imaginado. Eu imaginava que era alguém diferente, o que me fazia vivenciar sentimentos inalcançáveis no dia a dia.

Quando entrei adolescência, o meu mundo começou inesperadamente a ser governado pelos ídolos da televisão e das revistas. Comecei a ingressar na realidade das estrelas e das mídias, ocupando-me em assuntos para os quais uma jovenzinha ainda não estava preparada… Que grande influência as mídias inconvenientes têm sobre os jovens! Basta olhar algumas fotos e ler algumas entrevistas com pessoas que afirmam que são felizes porque têm fama e dinheiro, e o conjunto inteiro de valores até então reconhecidos por um jovem ou uma jovem se desfaz como uma bolha de sabão!

A partir do momento em que comecei a ter acesso a tais publicações, deixei de ser criança − e eu tinha então 12 anos!

Tudo começou com pensamentos impuros, depois surgiu a masturbação. Com o tempo, as fotos das revistas deixaram de ser para mim um estímulo suficiente, e comecei a lançar mão da pornografia. Ao mesmo tempo, quase todos os domingos eu participava da Missa. Não sabia que o que estava fazendo era pecado, de modo que não revelava isso na confissão e − ia comungar! Mas eu sentia que algo estava errado. Sentia peso de consciência e − independentemente de quão longe eu quisesse fugir disso − sentia claramente que o meu procedimento não era correto. O prazer momentâneo não me fornecia a felicidade desejada. Pelo contrário, introduzia em minha vida frutos muito maus. A masturbação tornou-se para mim a fuga de todos os problemas, o remédio para os insucessos e as tristezas. Mas o esquecimento só durava um instante, e depois tudo voltava com força redobrada, com uma dose adicional de peso de consciência… Eu andava triste o tempo todo. Tornei-me uma pessoa solitária. Ficava ainda mais fechada em mim, tímida, nervosa…

Essas minhas quedas contínuas ensinaram-me a humildade. Anteriormente, eu pensava que poderia sair vitoriosa com minhas próprias forças. Impossível! Jamais tente lutar sozinho(a), você tem necessidade de Deus!

mim, tímida, nervosa… Eu não tinha amigos − além de um único Amigo. Deus estava junto a mim durante todo esse tempo terrível, e eu sempre ouvia no meu interior a Sua voz, chamando a filha pródiga de volta para casa… Por muito tempo fugi dessa voz, mas finalmente deixei de fingir que não a ouvia. Foi como um deslumbramento. Coloquei-me na verdade, deixei de me enganar. Reconheci o meu pecado: diante de mim mesma e diante de Deus − e imediatamente fiz uma confissão geral.

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