2018-5 Testemunhos

Envenenei minha vida

Abr 12, 2019 Testemunho

Compreendi que, para viver na castidade, não são suficientes apenas desejos sinceros, mas é indispensável um grande esforço pelo aperfeiçoamento pessoal todos os dias.

Eu gostaria de advertir a todos contra a pornografia, que sob aparências inocentes está cada vez mais presente à nossa volta, não somente na internet, na televisão ou nos jornais, mas com frequência cada vez maior nas composições musicais, na publicidade, etc…

Sou estudante e nem me lembro de quando envenenei minha vida com pornografia pela primeira vez. No começo eu não via nada de mal em tais imagens ou filmes, de modo que nem revelava esses pecados na confissão. Entre os meus colegas, tais filmes eram vistos até como uma forma de instruir-se sobre “esses assuntos”, e a masturbação − como o conhecimento do próprio corpo. Lembro-me de que mais tarde tais ideias eram até defendidas por uma professora minha do ensino médio educada para a vida numa família, com o que ela apenas reafirmou na maioria dos meus colegas a convicção de que a masturbação não tem nada de mal.

Os anos se passavam, e eu me afundava nesse lodaçal, buscando imagens cada vez mais picantes, procurando experiências cada vez mais fortes… Quando, finalmente, fiquei sabendo que estava cometendo um pecado grave e percebi os seus efeitos em minha vida, pela primeira vez revelei isso na confissão. Senti depois disso uma grande paz e alegria, mas não sabia do longo e espinhoso caminho que ainda se encontrava diante de mim… Apesar da minha sincera vontade de corrigir-me e do rompimento com o pecado, quedas surgiam na minha vida, após as quais eu me apressava imediatamente em ir ao encontro de Jesus, que me esperava no confessionário. Algumas vezes conseguia perseverar na castidade durante semanas ou meses, outras vezes, somente alguns dias. Agora, no entanto, sei que contava demais comigo mesmo nessa luta eu, pensando que “afinal, de alguma forma vou dar conta disso”. Não evitava especialmente as ocasiões do pecado e muitas vezes − em razão do meu trabalho − permanecia muito tempo diante do computador, iludindome que de alguma forma poderia dar conta quando viesse a tentação. Grande ilusão!

Havia muita confusão em minha vida, e eu não me empenhava em ordená-la, apenas concentrava a minha atenção e as minhas forças na luta contra o vício. Acreditava que era apenas uma questão de força de vontade, como deixar de fumar. O meu orgulho e o meu egoísmo faziam com que eu me perdesse, e as quedas ocorriam com cada vez maior frequência, embora eu as evitasse com tanto afinco. Eu sentia repugnância por tudo isso, tinha crises terríveis de consciência, e em minha vida havia o vazio, o pesar e a tristeza. A cada queda eu sentia que, aos poucos, já deixava de controlar a mim mesmo e que aquilo que fazia era uma dependência. Então busquei ajuda e fiquei sabendo do Movimento dos Corações Puros, no qual ingressei. Logo em seguida recebi a publicação de vocês. Os seus conteúdos transformaram a minha vida. Sei que naquele momento iniciou-se o meu caminho de uma lenta mas profunda conversão e de rompimento com o pecado.

Na época eu pensava que teria menos dificuldade e que em breve seria capaz de livrar-me desse problema, mas o demônio não queria me largar − vinham-me à mente pensamentos, imagens e importunações blasfemas. Logo que surgiam em mim as tensões, eu não sabia descarregá-las de outra forma, e então recorria à pornografia − como a uma droga, para por um instante relaxar e esquecer de tudo, embora também com isso a situação depois se tornasse pior. Eu sentia como se a pornografia estivesse me destruindo a partir do meu interior… Sabia, no entanto, que Jesus esperava por mim no sacramento da penitência e que me amava. Ele não contava as minhas quedas, mas esperava por mim e me estendia a mão, para me erguer delas, Ele cuidava das minhas feridas, Ele me dava esperança quando ela já me faltava.

Lembrem-se de que, enquanto lutamos, para Cristo somos vencedores. Afinal Ele sabe que queremos romper com o pecado

Lembrem-se de que, enquanto lutamos, para Cristo somos vencedores. Afinal Ele sabe que queremos romper com o pecado. No entanto, esse caminho da saída do vício pode ser muito longo e doloroso, dependendo do grau em que estávamos impregnados dele. Ninguém deve render-se ou desistir, mas deve voltar sempre, como o filho pródigo ao Pai.

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