2018-5 Testemunhos

A nossa fórmula para a castidade

Abr 15, 2019 Testemunho

Há um ano trazemos em nós este testemunho, tão difícil de ser colocado em palavras. Não é fácil escolher o que deveria ser abordado nele. A alegria pela vivência do amor puro ou a advertência contra a diminuição da vigilância e as dolorosas derrotas? Houve alegria, houveram também derrotas. Sentimos que é preciso falar a respeito disso a vocês todos − essa é a nossa obrigação, a nossa gratidão, porque um dia também a nossa vida sofreu uma transformação a partir de uma carta.

“Certamente você está pensando na revista que cito − Amai-Vos!? (…) Recentemente, essas minhas revistas foram parar nas mãos de Jacinto. Começamos a ler juntos, a mostrar os melhores trechos um ao outro, a falar e falar sobre isso, a olhar para a mudança em nós, para a revista e para o crucifixo acima da minha porta e, normalmente, uma ruptura ocorreu. Porque é possível viver segundo princípios e ter limites.

“Ontem foi como em algum filme ou num livro. Fomos à igreja.

“Não era a primeira vez que ali estávamos em um dia comum da semana, mas desta vez fomos para contar tudo, até o fim. Fizemos a Jesus e a nós mesmos a promessa de castidade − mas não de uma castidade de sexo após o casamento, e só. Essa foi uma promessa de pureza de coração e de pensamento − de uma pureza total. Uma sincera confissão, depois a Comunhão, e em casa a promessa − de joelhos, diante do altar, com as mãos entrelaçadas.

“(…) Sabe, eu sempre sonhei com um namorado junto ao qual pudesse ser eu mesma, com toda a minha fé e a sua vivência. Mas quando vejo que ao meu lado se encontra um namorado que não apenas me aceita nisso, mas vivencia tudo como eu − não consigo guardar isso apenas para mim. Você sabe que às vezes até recitamos uma dezena do rosário juntos à noite, com o telefone no ouvido? Isso realmente unifica; eu sabia que não me decepcionaria se apostasse em Deus”.

Esse é um trecho de uma carta a uma amiga nossa, coincidentemente a mais íntima, porque sobre tais assuntos não se conversa com qualquer um… Há alguns dias, completou- se um ano.. Um ano de esforço, de lutas, de pequenas derrotas e grandes vitórias.

A nossa vida é bela. Mas “ belo” não significa “fácil”, não é somente o enlevo do coração e a alegria espontânea em cada momento − é algo muito mais rico e mais fascinante

Não é assim que uma vez − solenemente e com grande vigor − a gente aceita o desafio e faz o propósito de corrigir-se, e depois tudo já se torna fácil… É difícil, há muitas imprecisões e hesitações, inquietações… O demônio assume tantas formas: esconde-se entre as pessoas com quem nos encontramos, na televisão, numa canção aparentemente inocente, e até nas palavras das pessoas mais próximas da família (sim!). Quando já temos a certeza de que a partir de agora já conseguiremos dar conta, de que não cederemos, de que agora o caminho já está limpo e desimpedido, de que só haverá pensamentos puros e um coração que verdadeiramente ama – então, de repente, um sussurro, uma desatenção, um descuido, as tentativas de explicações complicadas e de silenciar a consciência. “E a certeza incerta / nos tolhe a sensibilidade / como toda felicidade//” − o Padre Twardowski tinha toda a razão…

A nossa vida é bela. Mas a vida tem mudado a nossa maneira de olhar para diversas questões. Agora, do ponto de vista do tempo, vemos isso de forma um pouco diferente. Demo-nos conta de que “belo” não significa “fácil”. E a vida não é a mesma coisa que um filme ou um livro, não é somente o enlevo do coração e a alegria espontânea em cada momento − é algo muito mais rico e mais fascinante. Estar juntos é sobretudo o esforço contínuo − por nós mesmos e pela pessoa pela qual queremos ser responsáveis. São as decisões e escolhas diárias, é a superação dos defeitos e o aperfeiçoamento no bem. São as conversas, conversas, conversas… Às vezes até muito amargas, porque a verdade dói um pouco, mas é necessária e edifica. Evidentemente, cada um vivencia isso à sua maneira e cada um tem os seus caminhos testados, seguros, que levam ao objetivo. Entre nós têm havido momentos diversos, e de várias formas tentamos ajudar a nós mesmos. Mas todo passo que dávamos se baseava na fé, com a entrega da nossa vida a Deus, fortalecidos pela oração e muitas vezes por uma sólida e sincera confissão.

Estabelecemos várias regras, para serem testadas − com a esperança de que elas purificariam o nosso relacionamento.

Por exemplo, houve um tempo em que decidimos limitar a permanência a sós, “para evitar a tentação”, e − caso o fizéssemos − deixávamos a porta do quarto aberta. Logo isso começou a produzir frutos − de forma inteiramente inesperada melhoraram os contatos com as nossas famílias, de repente “encontramos” mais tempo para um filme com a irmã ou para um passeio… E nada perdíamos: continuávamos permanecendo juntos e nos alegrávamos com a nossa presença, e o amor que se desenvolvia em nós podia a partir de então irradiar-se mais para os outros.

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