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Os muçulmanos estão se abrindo à Verdade

2015-06-08

autor: Abd Iaçu

De uma carta de leitor: “no “Amai-vos!”vocês seguidamente descrevem casos de conversão por parte de fieis de outras religiões e de ateus. Mas ainda não li nenhum caso de conversão de muçulmano. Eles também se convertem a Jesus?” Arcádio.

 

O problema da conversão de muçulmanos é o seguinte: o Corão prevê pena capital para a pessoa que rejeitar livremente o islã. Infelizmente este mandamento é aplicado pontualmente no mundo islâmico, e por isso nenhum muçulmano que tenha abandonado sua religião está em segurança. Muitos deles precisam se esconder, a maioria refugia-se no Ocidente, mas mesmo lá são aterrorizados por seus antigos correligionários. Mas mesmo assim é certo que um número significativo de muçulmanos abandona a religião de Maomé e aceita a salvação pela fé em Jesus. Assim foi desde sempre e é agora.

            Por exemplo – desde os tempos das invasões árabes os berberes, habitantes da África do Norte, abandonaram 18 vezes o islã, mas cada vez foram castigados sangrentamente e forçados a voltar ao seio da “religião da paz”. Durante os terríveis massacres da população cristã da Turquia, durante a Primeira Guerra Mundial, desapareceram aproximadamente 3 milhões de armênios, assírios e gregos, e milhares foram forçados a acolher Maomé para ter a vida poupada. Atualmente os fieis são batizados ocultamente, mas são forçados a abandonar suas localidades natais ou a mudar de nome. O estado “laico” turco não tem intenção de lhes oferecer proteção ante a vingança pelo abandono do islã, coisa prevista no Corão.

            O maior grupo de muçulmanos convertidos ao cristianismo que conheço é o dos egípcios. A tradicional Igreja copta conta com alguns milhões de fieis e é freqüentemente atacada por islâmicos. As igrejas são incendiadas e explodidas, as lojas são saqueadas, jovens cristãs seqüestradas, estupradas e metidas em haréns. Mas seu martírio, porém, não fica sem dar frutos, pois ao testemunhar fé inquebrável em face de violência alguns muçulmanos começam a pensar: o islã é mesmo a religião da paz? Quem é este Jesus, que lhes dá força para perseverar e perdoar?

            Pelo menos alguns milhares de egípcios muçulmanos aceitaram Jesus, expondo-se ao desligamento da família e à perseguição por parte do Estado egípcio (que, pelo que parece, reconhece a liberdade de consciência), arriscando a própria vida. Certamente são mais, mas alguns milhares tiveram coragem de escrever uma carta ao então presidente do Egito exigindo direito a cultuar sua religião, segundo a liberdade de consciência. Segundo alguns dados, aproximadamente 10 mil egípcios muçulmanos transferiram-se para a Igreja católica.

            Tenho conhecimento do testemunho de um ex-professor de uma das mais conhecidas e prestigiadas instituições de ensino superiores islâmicas, a academia Al-Azhar do Cairo. Este homem, que também cumpriu funções de imam em Gizé, não pode mais concordar sua consciência com a violência evocada pelo Corão e seus fieis. Não pôde mais ensinar a “religião da paz”, do modo como exige a correção política, vendo como as coisas eram na prática. Quanto mencionou esta questão numa palestra, foi imediatamente chamado pela direção da instituição e – como blasfemo – demitido do cargo. Na mesma noite foi preso – uma turba de homens armados invadiu sua casa, destruindo tudo ali e literalmente tirando o “criminoso” do seu leito.

            Os presídios egípcios têm aspecto diferente dos ocidentais. Homens caem de fome, são torturados e atirados para serem devorados por ratazanas ou cães... O professor de Al-Azhar foi acusado de rejeição ao islã, apesar de não ter feito qualquer declaração assim. Foi forçado sob torturas a reconhecer seu crime e a entregar aqueles que o evangelizaram (a evangelização de muçulmanos também merece a pena de morte). Mas ele permaneceu firme: “Não traí o islã. Apenas falei do que acredito. Sou um cientista, um pensador. Tenho direito de discutir sobre o islã. É parte do meu trabalho, elemento de cada ciência. Sequer em sonho cogitei abandonar o islã – o islã está em meu sangue, é a minha cultura, meu idioma, minha família e minha vida. Porém, se aquilo que digo serve de acusação vossa contra mim de traição ao islã, podeis então desligar-me do islã. Neste tipo de islã não desejo permanecer”.

            Após cruéis torturas, de modo incrível este professor acabou sendo liberado, mas somente depois de um ano veio a saber quem o livrou das mãos dos carrascos. Não pode mais permanecer na escuridão e reconheceu Jesus como seu Senhor. Pouco tempo depois disto dois islamitas atacaram-no a faca para matá-lo, mas não tiveram sucesso. Mas quando perante seu pai reconheceu sua fé, este sacou de uma pistola e efetuou contra ele disparos. Graças a Deus nenhuma bala o acertou, mas desde então o neo-convertido do muçulmanismo teve de deixar o Egito.

            Este caso não é apenas um infelizmente. Na maioria das vezes o muçulmano começa a perceber contradições no próprio Corão, bem como o conflito entre o mandamento corânico da guerra santa e a própria consciência. O Corão manda cada muçulmano a praticar a jihad: “Quando encontrardes aqueles que não acreditam, colocai neles a espada pelo pescoço” (sura 14:4); “E se não se converterem, agarrai-os e matai, onde quer que os encontrardes!” (4:89); “Está escrito para vós a luta, mesmo que vos seja odioso” (2:216). Na mentalidade corânica, se a consciência contraria-se ao islã, ela merece ser calada. Mas aqueles que ouvem a voz da consciência, por conseqüência abandonam o islã, e Deus não os deixa sós, mandando cristãos para anunciar a Boa Nova de Jesus.

            Dou aqui alguns exemplos. Walid, um árabe israelense natural de Belém, recordou que como estudantes da Escola Superior de Belém de estudos islâmicos indagaram ao seu professor o seguinte: se para um muçulmano é permitido estuprar mulheres judias, quando os judeus serão derrotados? A resposta do professor foi a seguinte: “As mulheres aprisionadas em combate não têm escolha, são escravas e devem ser obedientes aos seus novos senhores. O sexo com uma escrava capturada não é uma questão que caberá à mesma o direito de escolha”. E realmente, isto está de acordo com o Corão, que diz: “Estão-vos proibidas as mulheres casadas, além daquelas que forem capturadas como escravas. Esta é a lei de Alá para vós” (sura 4:20). Noutro ponto o Corão diz: “Ó Profeta! Nós [ou seja, Alá] reconhecemos como permitidas para vós as esposas quem vós destes dotes, e as escravas que vos foram dadas por Alá como despojo, e as filhas de vosso tio materno, e as filhas de vossas tias paternas, e as filhas de teu tio paterno, e as filhas de tuas tias maternas, que seguirem viagem convosco; e a mulher fiel, se ela mesma se oferecer ao profeta, o quanto o profeta quiser tomá-la por esposa... para não vos sentirdes envergonhado. Alá é misericordioso, piedoso!” (33:50). Maomé tirou proveito deste privilégio e teve 14 esposas e escravas capturadas em combates vencidos. Em verdade não sabemos quantas esposas teve, e os estudantes sempre debateram este tema. É sabido que uma das esposas fora raptada de Zaíd, um dos filhos adotivos de Maomé, e Alá anunciou que estava destinada ao Profeta. Outras eram mulheres judias introduzidas como escravas, quando Maomé massacrou os seus maridos e familiares.

Walid sempre foi “carregado” pela idéia de que um dia se cumpriria a profecia de Maomé: se levantaria uma grande batalha e a Terra Santa seria conquistada pelos muçulmanos, e todos os judeus seriam massacrados até o fim. Desta profecia nos diz o Livro de Hadiz: “O Dia do Juízo não chegará sem antes a tribo dos muçulmanos ter derrotado a tribo dos judeus” (transmitiram: Abu Huraira, Sahi Muslim, Hadiz 6895; pela edição de Sahih al-Bukhari, vol. 4, pg. 177). Quando Maomé foi indagado onde isto acontecerá, respondeu: “Em Jerusalém e nas terras circunvizinhas”. Por isso Walid participou ativamente do jihad, acreditando que poderia terminar ou como vencedor, ou como mártir. No islã, o martírio é o único certo que garante a salvação para si e a ida para o céu. Alá e seu profeta Maomé prometeram isto no Corão (3:169). O ídolo de Walid era Hitler, pois ele assassinou mais judeus de uma vez só na história. Walid se tornou terrorista somente porque no Corão lhe estremeceu a visão do inferno e dos terríveis castigos, que poderiam ser evitados ao empreender o jihad. Mas por felicidade caiu-lhe às mãos um livro que o motivou a ler a Bíblia. Deus conduziu-o durante a leitura, demonstrando as profecias que se cumpriram até o fim. Depois de um certo tempo Walid começou a compreender, que a fonte dos problemas humanos é o pecado e o pior inimigo do homem é o diabo, e não os judeus. Milhões de muçulmanos hoje em dia vivem nesta mesma idéia doentia, que certo dia farão com os judeus da Terra Santa o mesmo que Maomé fez com os judeus da Arábia. De fato, a permissão para matar judeus e cristãos e para capturar suas mulheres como escravas está enraizada no “Corão santo” e consiste na causa fundamental do ódio dos muçulmanos aos judeus no mundo de hoje! Quando Walid conheceu a verdade sobre Jesus, olhou o islã na real e não pode mais continuar professando a religião de Maomé. Somente mais tarde soube que sua mão já tinha recebido o batismo às escondidas e que rezava por ele. Ela tinha de esconder isto para poder continuar viva...

Outro exemplo é o de Abdul, da Arábia Saudita. Como já sabemos, neste país existe proibição de uso e demonstração de símbolos cristãos, de ter Bíblias e também de fazer encontros com finalidade de oração em comum, se estas não forem direcionadas a Alá. Até mesmo desejar a alguém feliz Natal por telefone pode terminar em prisão, e conversar com um muçulmano sobre Jesus pode terminar em pena de morte. Sob estas condições, Abdul, que com sinceridade buscava a Deus, não tinha a menor possibilidade de conversar com alguém sobre Jesus. Por isso o próprio Jesus se manifestou a ele numa visão noturna e disse: “Filho, Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Se consagrares a Mim a tua vida e Me imitares, te farei sair deste inferno”. Depois deste acontecimento, Deus encaminhou Abdul a um certo copta, que estava de passagem pela Arábia Saudita. Após travar amizade com aquele homem, o saudita ganhou dele uma Bíblia. Ao ler as palavras de Deus, Abdul decidiu seguir a Jesus e a servi-Lo. A polícia ficou sabendo do fato imediatamente, certamente foi entregue por um dos familiares. Abdul foi encarcerado, onde passou por torturas e forçado a voltar ao islã. Quando rejeitou aquilo, marcaram-lhe a data e a hora para a execução. Seria decapitado, mas ao invés disto foi posto em liberdade.

Segundo diferentes fontes, mais ou menos confirmadas, o número de muçulmanos que renunciam a religião do Corão e escolhem a Jesus chega a dezenas ou centenas de milhares por ano. A maioria das conversões acontece na Europa e nas Américas, onde os muçulmanos são bem menos constrangidos pelas tradições, cultura e família, e o país onde vivem não aplica a repressão corânica aos “apóstatas”. Mas mesmo estes não se sentem seguros. Os islâmicos que vivem a idéia do “jihad mundial” estão presentes mesmo no ocidente, onde sem maiores problemas podem aterrorizar, até mesmo assassinar os neo-convertidos. As sociedades e nações ocidentais não estão acostumadas com o fato de que convicções e fé podem ser penalizadas com a morte. Assim, milhares de nossos correligionários que receberam o batismo na Inglaterra, na França ou na Alemanha permanecem às escondidas e vivem constantemente com medo de que suas escolhas possam lhes custar a vida.

Rezemos por eles, mas acima de tudo por aqueles que por causa do zelo religioso e por medo da pena de morte lutam eternamente com a própria consciência, com o cristianismo e com o próprio Deus, que por amor por cada um de nós foi morto na cruz.

 

Abd Iaçu

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