Hoje é: sexta-feira 16.11.2018

A aparição no monte Tepeyac

autor: ks. Mieczysław Piotrowski TChr

São Juan Diego Cuauhtlatoatzin (o que significa no idioma dos chichimecas Águia Falante), para quem Nossa Senhora apareceu no monte Tepeyac em dezembro de 1531, foi beatificado em 1990 e canonizado em 2002 em Guadalupe, por João Paulo II.

 

Nasceu em 1474 em Cuauhtitlan, na tribo Texcoco. Quando tinha 50 anos, juntamente com sua esposa Maria Lúcia, recebeu o batismo e tornou-se um católico ardoroso. Três anos depois morreu sua esposa, vítima de epidemia.

 

Na madrugada de 9 de dezembro de 1531 o índio Juan Diego, com 57 anos, saiu para a igreja em Tlatelolco, nos arredores da cidade do México. Quando se encontrava no monte Tepeyac, ouviu um belo canto, como se fosse de pássaros do paraíso, e viu no topo do morro uma linda jovem pedindo-o que se aproximasse. Juan Diego estava aturdido pela beleza e amor daquela misteriosa Mulher, mas não temeu nada e estava muito feliz. Ajoelhou-se diante d’Ela e fascinado escutou Suas palavras. A Jovem apresentou-se como “a santa Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus”. Disse: “Não estou diante de ti Eu, tua Mãe? Não estou cercando-te de Meus cuidados?”. Ela pediu-lhe que apresentasse ao Bispo o Seu pedido, que era o de que fosse construída uma igreja no local da aparição. O Bispo não acreditou e por isto pediu de Nossa Senhora um sinal legível.

 

No dia 12 de dezembro Maria novamente apareceu a Juan Diego. Ordenou-lhe ir ao topo do monte e colher rosas castelhanas multicoloridas, que de modo misterioso surgiram ali, no meio do inverno. Quando Juan colheu as flores e as entregou a Maria, Ela tomou-as em suas mãos e colocou na capa de Juan, pedindo-o que levasse as rosas ao Bispo como prova de sua autenticidade. Quando o índio estendeu diante do Bispo a capa com as rosas, no mesmo instante apareceu a imagem de Nossa Senhora em sua superfície. Quando o Bispo e os demais presentes viram este milagre, com admiração caíram de joelhos. Depois o hierarca recolheu a capa do índio com a imagem milagrosa e levou-a à sua capela residencial. Depois de construída a igreja no local das aparições, lá colocou a milagrosa imagem de Nossa Senhora, para que todos possam rezar diante dela e pedir as graças necessárias.

 

A nova basílica foi construída em 1976. Ao santuário de Nossa Senhora de Guadalupe acorrem anualmente cerca de 20 milhões de peregrinos. Constantemente acontecem ali numerosas conversões e curas.

 

O milagre antes da canonização de Juan Diego

 Durante a beatificação de Juan Diego de Guadalupe pelo Santo Padre João Paulo II, em maio de 1990, na periferia da Cidade do México o jovem José Silva, tentado por pensamentos suicidas, tentou tirar sua própria vida. Atirou-se de uma sacada, mas sua desesperada mãe conseguiu, no último momento, segurar-lhe pela perna da calça e ao agarrá-la gritou forte, pedindo ajuda ao beato Juan Diego. Porém, não conseguiu ficar segurando o filho e José caiu de cabeça no pavimento de cimento da rua, de uma altura de dez metros. Sofreu lesões sérias no crânio. Os médicos determinaram o estado dele como muito grave, por causa do traumatismo craniano com hemorragias cerebrais.

 

A mãe rezava desesperadamente, pedindo a intermediação do beato Juan Diego. E eis que, ao contrário de todos os prognósticos médicos, o mortalmente ferido José recuperou a saúde completa imediatamente. Em seu crânio e cérebro não foram encontrados quaisquer modificações ou sinais de lesões. Esta cura imediata e milagrosa foi atestada como por intermédio do beato Juan Diego.

 

Nos médicos isto provocou um grande choque, pois do ponto de vista da medicina este foi um caso cientificamente inexplicável. O concílio dos médicos convocado pela Congregação para as Causas dos Santos, no Vaticano, anunciou em 1998 que a cura de José Silva foi incomum, imediata e perpétua. Mais tarde, o Santo Padre João Paulo II anunciou solenemente que “reconhece como um milagre realizado por Deus a incomum, imediata e perpétua cura de José Silva, que de uma altura de 10 m caiu de cabeça no piso de cimento, sofrendo traumatismo avaliado na força de 2 toneladas, resultando em extensas lesões no crânio, numerosas hemorragias e pneumoencefalite”.

 

Roguemos a São Juan Diego para que diariamente ajude-nos na recomendação de si mesmos a Jesus através de Maria, com simplicidade e grande confiança.

 

Pe. M. Piotrowski Schr

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