Hoje é: sexta-feira 17.11.2017

Da teologia do corpo de S. João Paulo II

autor: ks. Mieczysław Piotrowski TChr

Na sua doutrina sobre a teologia do corpo humano, S. João Paulo II enfatizava o fato muito importante de que o homem não encontrará o sentido da sua vida se não aceitar a verdade revelada por Cristo a respeito da sexualidade humana e não viver segundo ela (cf. catequese de 29/10/1980).

Ao criar o ser humano como homem e mulher, à Sua imagem e semelhança, Deus os convocou ao matrimônio, para que fossem um para o outro um dom total e desinteressado — e para que dessa forma se tornassem um só corpo: “Por isso deixará o homem o pai e a mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2, 24).

São João Paulo II enfatiza que o homem se tornou imagem e se-melhança de Deus não somente pelo dom da Inteligência e do livre-arbítrio, mas também pela comunhão de pessoas, que desde o início constituem o homem e a mulher. O homem e a mulher “estão envolvidos pelo próprio mistério da criação, e a profundeza desse mistério oculta no coração do homem é a inocência, é a justiça, é o amor, é a graça”. No homem revela-se o grau mais elevado da doação de Deus ao homem.

Graças a isso o homem traz em si “uma especial semelhança com Deus. Essa semelhança ultrapassa e envolve igualmente a sua ‘visibilidade’ no mundo, a sua corporeidade, a sua masculinidade ou feminilidade, a sua nudez” — escreve S. João Paulo II. “Dessa forma, nessa dimensão, constitui ele aquele mais primitivo sacramento, compreendido como o sinal que transfere eficazmente à visibilidade do mundo o invisível mistério oculto em Deus. Trata-se do mistério da verdade, do amor, do mistério da vida divina, na qual o homem alcança uma real participação. A inocência primitiva concretiza-nos o início dessa participação na história do homem, e ela é também a fonte da primitiva felicidade. O sacramento como sinal visível constitui-se através do homem como ‘corpo’, através da sua ‘visível’ masculinidade e feminilidade. Com efeito, o corpo, e somente ele, é capaz de tornar visível o que é invisível, espiritual e divino. O corpo foi criado para transferir à realidade visível do mundo o mistério eternamente oculto em Deus e para ser o seu sinal” (catequese de 20/02/1980).

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